É, o ano começou exatamente como eu pedi, cheio de paixões.
Melhor dizendo, com uma paixão que teve início no fim de 2008 mas que até então eu não sabia que ia tomar proporções tão grandes. Muito se fala sobre não mandar no coração, não se apegar, não se envolver, e etc e tal. Quem dera que as coisas fossem tão simples assim né.
Paguei caro pra entender que gostar e desgostar não se aprende, nunca.
A cada vez que nos envolvemos, recomeçamos um eterno aprender.
A cada nova paixão, descobrimos um novo erro pra nunca mais cometer e uma nova atitude que até o descobrimento da próxima, é cheque-mate para o fim de qualquer relação não duradoura.
Pode parecer meio confuso, mas digamos assim que o meu sumiço de três meses teve um motivo que eu ainda tô descobrindo se foi bom ou não pra mim.
Em meio a passagem de ano, saída do emprego, início das aulas, mudança de vida, a perda de pessoas que eu amava e uma ponta de revolta eu acho que me apaixonei, é.
A princípio eu pensei que não fosse paixão, na verdade eu tava com medo que fosse, mas não teve jeito não, depois que acabou eu vi que era mesmo.
Começou, continuou, eu me envolvi, -( e acredito que ele também) . Foi bom, me fez bem, mas infelizmente acabou.
Acontecem algumas coisas na vida que a gente fica por entender não é verdade?! Principalmente no que diz respeito ao comportamento humano; e sem mais delongas, posso dizer que esse foi o motivo do término da minha paixãozinha que sobreviveu as férias, as festas e ao Carnaval ( e eu pobrezinha pensei que era só o começo ).
Dei vontade de escrever não por despeito, nem dor de cotovelo, porque tudo que eu escrevi sobre isso está salvo nos meus rascunhos. Nada de chorar minhas pitangas e desilusões escritas no meu momento de maior emoção! Seria ridículo pra quem lesse depois, e até pra mim mesma, porque as lembranças desse tipo devem sem partilhadas conosco e nosso interior, e só. E paixões, assim como começam, um dia acabam. Como tudo mais nessa vida. E se engana quem tá pensando que ela ainda não acabou. Esquecer a gente não esquece. Perdoa?! Sim, se a gente acha que merece. Mas paixão?!....Ah essa é passageira! É fogo, é vontade de estar perto. A única coisa que não passa é o amor e sobre ele eu não tenho nenhuma inspiração pra agora.
Se bateu uma vontade inoportuna de desabafar na hora em que eu deveria estar estudando cálculo, é porque eis aqui uma pessoa que não cansa de bater com a cara na parede e sabe que apesar de ter sofrido agora, assim que tiver oportunidade vai apaixonar de novo, e desapaixonar, e gostar, e desgostar. E é assim sempre, é a lei da vida. Estamos com os pés sobre a terra vulneráveis tanto ao erro quanto ao acerto e pelo menos por enquanto, eu tô querendo acertar.
Me despeço e parto pros estudos com uma citação da admirável Martha Medeiros, que serviu de inspiração pra minha volta por cima que acaba de se iniciar.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem por isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.